Serra e Vila Velha lideram o Brasil em qualidade de contas públicas

Os municípios de Serra e Vila Velha se tornaram referência nacional em gestão fiscal: ambos atingiram 100% no Ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal de 2026, do Tesouro Nacional, liderando entre todas as cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes — exceto capitais.
A avaliação analisa dados enviados ao Sistema de Informações Contábeis e Fiscais do Setor Público Brasileiro (Siconfi) e considera receitas, despesas, patrimônio, dívidas, caixa, gastos com pessoal e execução orçamentária. Na edição de 2026, foram aplicadas 207 verificações por município.
A Serra passou por todas as verificações sem perder pontos. É o resultado de uma trajetória que partiu da 923ª posição no ranking, subiu ao topo em 2023, recuou para o quarto lugar nacional em 2024 — ainda sendo o melhor do ES e da Região Sudeste — e retornou ao primeiro lugar em 2026, agora com pontuação máxima.
## O que o índice mede e o que ele significa na prática
Para o economista Vaner Corrêa, o desempenho indica maturidade dos processos administrativos. “O resultado revela a maturidade dos processos contábeis, integração entre áreas, controles de fechamento e capacidade técnica das equipes. Também eleva a credibilidade dos números utilizados para formular políticas e prestar contas”, afirmou.
Na prática, um município com informações contábeis de alta qualidade consegue elaborar orçamentos mais realistas, antecipar o crescimento de despesas e avaliar com maior segurança se há recursos para novos programas.
## Transparência e controle social
O prefeito de Serra, Weverson Meireles, associou o resultado ao compromisso com responsabilidade fiscal. “Transparência, responsabilidade fiscal e gestão séria são compromissos inegociáveis. Receber o reconhecimento de melhor desempenho do Brasil em qualidade da informação contábil e fiscal mostra que estamos no caminho certo”, declarou.
O economista ressaltou, no entanto, que qualidade da informação não equivale automaticamente a eficiência do gasto. “A principal cautela é não confundir qualidade da informação com qualidade automática do gasto. O ranking avalia se os números são completos, coerentes e aderentes às normas; não certifica, por si só, que toda despesa foi eficiente”, explicou Vaner Corrêa.
Para a população, o impacto mais direto está na possibilidade de acompanhar o que foi previsto e o que foi entregue. Dados coerentes permitem que vereadores, conselhos, imprensa e moradores comparem orçamento, execução e resultados — o que fortalece o controle social sobre a gestão pública.
*Fonte: [ES Hoje](https://eshoje.com.br/economia/2026/09/serra-qualidade-das-contas-publicas/)*

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