Fusca e abastecimento: como polícia localizou corpo de grávida morta em Cachoeiro

Fusca e abastecimento: como polícia localizou corpo de grávida morta em Cachoeiro

Imagens de videomonitoramento, registros de um posto de combustíveis e um chinelo ajudaram a Polícia Civil a localizar o corpo de Juliana Paulo Pinto, de 29 anos, encontrada morta e carbonizada em uma área rural de Cachoeiro de Itapemirim.

A vítima estava grávida de aproximadamente quatro meses e desapareceu na madrugada de segunda-feira (12), após sair para conversar com o ex-marido, Diego Marques Alves. O corpo foi localizado na região de Monte Líbano, no Sul do Espírito Santo.

Segundo o delegado Felipe Vivas, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cachoeiro, as câmeras mostraram o veículo que seria usado pelo suspeito indo ao encontro de Juliana por volta das 3h. Cerca de duas horas depois, o carro seguiu para a zona rural do município.

A polícia também analisou imagens de um posto de combustíveis, que registraram o abastecimento do veículo antes do deslocamento para Monte Líbano. Os investigadores identificaram passagens pela localidade e por áreas próximas aos bairros BNH e São Luiz Gonzaga.

Durante as buscas, os agentes encontraram um chinelo que pertencia à vítima. A descoberta ajudou a direcionar a equipe até o local onde o corpo foi encontrado.

Diego e a atual noiva, Geovana Maria Vieira, foram autuados em flagrante por ocultação de cadáver. Depois, a Justiça decretou a prisão temporária dos dois por 30 dias. A polícia investiga a possível participação de Geovana na ocultação e apura as circunstâncias do assassinato.

A investigação também aponta indícios de premeditação. Juliana tinha uma medida protetiva contra o ex-marido, solicitada após conflitos e agressões no relacionamento. O caso continua sob responsabilidade da DHPP de Cachoeiro de Itapemirim.

*Fonte: Folha Vitória.* *Foto: Sesp e acervo pessoal.*