Deputados aprovam novos cargos na Ales e impacto anual chega perto de R$ 1 milhão
A Assembleia Legislativa do Espírito Santo aprovou, nesta segunda-feira (9), a criação de 10 novos cargos comissionados para reforçar a estrutura administrativa da Casa. As vagas são para o cargo de assessor júnior da secretaria e passam a integrar o quadro permanente da Secretaria da Ales.
Segundo o próprio demonstrativo financeiro anexado ao projeto, a ampliação da estrutura vai gerar um impacto mensal de cerca de R$ 74 mil na folha de pagamento. Ao longo de 2026, o custo estimado chega a aproximadamente R$ 803 mil. Já para 2027 e 2028, a projeção é de uma despesa anual superior a R$ 950 mil em cada exercício.
Na justificativa enviada aos parlamentares, o presidente da Assembleia, deputado Marcelo Santos (União), argumenta que a criação das vagas é necessária para dar conta do crescimento da estrutura interna do Legislativo, que passou por ampliação de setores e aumento do volume de demandas administrativas.
A Mesa Diretora sustenta que os novos cargos vão reforçar funções já existentes e atender comissões parlamentares, setores técnicos e áreas administrativas que, segundo a Casa, estão operando no limite da capacidade atual.
Em nota, a Assembleia afirmou que a medida busca “adequar a estrutura ao crescimento das demandas internas” e garantir o funcionamento regular das atividades institucionais.
Apesar da justificativa administrativa, a criação de cargos comissionados reacende o debate sobre o aumento de despesas no Legislativo estadual, especialmente em um cenário de cobrança por mais eficiência no uso do dinheiro público. O impacto anual, que pode ultrapassar R$ 950 mil, deve entrar no radar da sociedade e de órgãos de fiscalização.

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