Retatrutida: caneta emagrecedora ainda não foi aprovada e pode causar riscos graves

Retatrutida: caneta emagrecedora ainda não foi aprovada e pode causar riscos graves

O uso da retatrutida, substância apontada como uma “nova caneta emagrecedora”, tem se espalhado nas redes sociais, mesmo sem aprovação de nenhuma agência reguladora no mundo. O medicamento ainda está em fase de estudos clínicos e não é autorizado para venda ou uso em seres humanos.

No Brasil, a Anvisa determinou a apreensão e a proibição de qualquer produto com o princípio ativo. Nos Estados Unidos, o FDA também proibiu o uso e a manipulação da substância. A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) emitiu alerta sobre a comercialização ilegal de canetas emagrecedoras, destacando riscos graves à saúde.

Desenvolvida pelo laboratório Eli Lilly, a retatrutida atua nos receptores GLP-1, GIP e glucagon, sendo considerada mais potente do que medicamentos já conhecidos, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro. Resultados preliminares de estudos indicam perda de peso expressiva, mas os próprios pesquisadores alertam que os testes ainda não foram concluídos e que os riscos de longo prazo são desconhecidos.

Especialistas em endocrinologia reforçam que o uso de medicamentos em fase experimental fora de ambiente controlado é um risco sério. Além dos efeitos colaterais ainda não mapeados, há o perigo de impurezas em produtos vendidos no mercado clandestino, o que pode provocar reações alérgicas graves, infecções, doenças autoimunes e até câncer.

Outro alerta é que a venda da retatrutida é crime. Além de não ter autorização sanitária, a substância é patenteada, o que configura violação de propriedade intelectual e expõe consumidores a produtos sem garantia de origem, armazenamento adequado ou controle de qualidade.

A orientação de médicos e entidades de saúde é clara: não existe “caneta milagrosa” liberada para uso seguro fora das opções já aprovadas. Qualquer oferta de retatrutida no mercado é ilegal e representa risco direto à saúde.