Espírito Santo ocupa 18º lugar no ranking nacional e é o último da região Sudeste em investimentos públicos em pesquisa e desenvolvimento

Espírito Santo ocupa 18º lugar no ranking nacional e é o último da região Sudeste em investimentos públicos em pesquisa e desenvolvimento

Levantamento é do Centro de Liderança Pública e revela que o Estado investe apenas 0,04% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, ficando atrás de 17 unidades da Federação e ocupando a última posição entre os estados do Sudeste

O Espírito Santo ocupa posição desfavorável no cenário nacional de investimentos públicos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D). Levantamento divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), edição 2026 do Ranking de Competitividade dos Estados, revela que o Estado aparece na 18ª colocação entre as 27 unidades da Federação, com investimentos públicos equivalentes a 0,04% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual. O resultado evidencia a baixa participação desses investimentos na economia capixaba e levanta questionamentos sobre a prioridade atribuída à ciência, à tecnologia e à inovação nas políticas públicas estaduais.

A situação se destaca especialmente na comparação com outros estados. São Paulo lidera o ranking, com investimentos equivalentes a 0,42% do PIB, seguido pelo Paraná, com 0,34%. Estados como Ceará (0,20%), Bahia (0,18%) e Paraíba (0,17%) também apresentam percentuais significativamente superiores ao registrado pelo Espírito Santo.

No Sudeste, o desempenho capixaba é o mais baixo. Enquanto São Paulo ocupa a primeira posição nacional, o Rio de Janeiro aparece em sexto lugar, com 0,17%, e Minas Gerais ocupa a 12ª colocação, com 0,08%. O Espírito Santo registra apenas metade do percentual mineiro e menos de um quarto do investimento proporcional fluminense.

O resultado destaca um importante desafio para o Estado: ampliar a participação dos investimentos públicos em áreas consideradas estratégicas para o desenvolvimento econômico e social. Em um cenário no qual ciência, tecnologia e inovação exercem papel cada vez mais relevante na competitividade, o baixo percentual registrado pelo Espírito Santo reforça a necessidade de discutir as prioridades orçamentárias e a capacidade de financiamento da pesquisa científica.

A pesquisa e o desenvolvimento tecnológico são fundamentais para fortalecer universidades, centros de pesquisa, estimular a inovação nas empresas, atrair investimentos e gerar empregos qualificados. A baixa participação dos recursos públicos destinados a essas atividades representa, portanto, um sinal de alerta para o planejamento de longo prazo do Estado.

O levantamento integra o pilar de Inovação do Ranking de Competitividade dos Estados e considera a proporção dos investimentos públicos em pesquisa e desenvolvimento em relação ao PIB estadual. Os dados são referentes ao ano de 2024 e foram obtidos junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).